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Previdência privada

PGBL ou VGBL: qual escolher na previdência privada?

PGBL e VGBL são dois tipos de plano de previdência privada aberta. Os dois servem para construir uma reserva de longo prazo, e a principal diferença está em como o Imposto de Renda é cobrado.

Por Paulo Ferreira · Atualizado em

PGBL ou VGBL: qual escolher na previdência privada?

O que muda entre PGBL e VGBL

Na prática, os dois planos funcionam de forma parecida: você faz aportes (mensais ou avulsos), o dinheiro é investido e, no futuro, você resgata ou transforma o saldo em renda. A diferença está na tributação.

No PGBL, os aportes podem ser deduzidos da base de cálculo do Imposto de Renda, dentro do limite de até 12% da renda bruta anual tributável. Em contrapartida, no resgate o imposto incide sobre o valor total (o que você aplicou mais os rendimentos).

No VGBL, os aportes não são dedutíveis, mas o imposto incide apenas sobre os rendimentos no momento do resgate ou do recebimento da renda.

Quando o PGBL costuma fazer mais sentido

  • Você faz a declaração do Imposto de Renda no modelo completo, porque só nele a dedução é aproveitada.
  • Você contribui para o INSS ou para um regime próprio de previdência.
  • Você ainda tem espaço dentro do limite de 12% da renda bruta tributável.

Quando o VGBL costuma fazer mais sentido

  • Você faz a declaração no modelo simplificado ou é isento.
  • Você já usa o limite de 12% em outro plano e quer investir um valor adicional.
  • Você pretende deixar o plano como forma de sucessão e planejamento patrimonial.

Tabela regressiva ou progressiva

Nos dois planos você escolhe um regime de tributação. A escolha é feita, em regra, na contratação ou até o primeiro resgate ou recebimento de renda, conforme as regras do plano.

  • Regressiva: a alíquota diminui com o tempo de permanência de cada aporte. Começa em 35% (até 2 anos) e cai a cada 2 anos, chegando a 10% após 10 anos.
  • Progressiva: o valor é somado aos demais rendimentos e tributado conforme a tabela do Imposto de Renda, com uma retenção inicial de 15% que pode ser compensada na declaração.

Para quem pretende deixar o dinheiro por muitos anos, a tabela regressiva costuma ser a mais vantajosa. Para quem tem renda baixa na aposentadoria, a progressiva pode compensar. Cada caso é diferente.

Outros pontos de atenção

  • Taxas: compare a taxa de administração e a taxa de carregamento, que afetam o resultado no longo prazo.
  • Sem come-cotas: diferente de muitos fundos de investimento, os planos de previdência não sofrem o come-cotas, o que ajuda o dinheiro a render por mais tempo.
  • Portabilidade: é possível transferir o plano para outra instituição sem pagar imposto na transferência.

Como decidir

A escolha entre PGBL e VGBL depende do seu modelo de declaração, da sua renda, do prazo e do seu objetivo. Uma conversa de 30 minutos com análise do seu caso costuma evitar escolhas que custam caro depois.

Este guia é informativo e não substitui a análise do seu caso. Regras fiscais e condições de produtos podem mudar; confirme os detalhes atuais antes de contratar.

Paulo Ferreira

Paulo FerreiraCorretor de seguros em Presidente Prudente/SP, especialista em seguro de vida, previdência privada e consórcios desde 2017. Conheça minha história.

Perguntas rápidas

Depende do seu perfil. O PGBL costuma ser indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda e quer deduzir os aportes. O VGBL costuma ser indicado para quem faz a declaração simplificada ou já usa o limite de dedução.

Os aportes em PGBL podem ser deduzidos até o limite de 12% da renda bruta anual tributável, na declaração completa do Imposto de Renda.

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